(Lyon, 29 de junho de 1900 — litoral sul da França, 31 de julho de 1944)
Neste ano, juntamente com seu irmão François, transfere-se para o colégio dos Maristas,na Suíça, onde permanece até 1917.
Em 1926, recomendado por um amigo, o Abade Sudour, é admitido na Sociedade Latécoère de Aviação , onde começa então sua carreira como piloto de linha, voando entre Toulouse, Casablanca e Dacar, na mesma equipe dos pioneiros Vacher, Mermoz, Guillaumet e outros.
Em 1931, ele conheceu e se casou com Consuelo Suncín de Sandoval, filha de um rico cafeicultor, fazendo dela uma condessa. Na época, Consuelo era uma escritora e artista salvadorenha, duas vezes viúva, que possuía um espírito boêmio e era conhecida como uma mulher malvada. Saint-Exupéry, completamente encantado pela diminuta mulher, partiria e depois voltaria a ela muitas vezes; ela era a sua musa e, a longo prazo, era a fonte de grande parte de sua angústia. Era uma união tempestuosa, com Saint-Exupéry viajando frequentemente e entregando-se a inúmeras aventuras extraconjugais, principalmente com a francesa Hélène de Vogüé (1908-2003), conhecida como “Nelly” e nas biografias de Saint-Exupéry, conhecida como “Madame de B. Consuelo também teve inúmeros casos extraconjugais.
Após quase 25 meses na América do Norte, Saint-Exupéry retornou à Europa para voar com as Forças Francesas Livres e lutar com os Aliados num esquadrão do Mediterrâneo.
Uma mulher relatou ter visto um acidente de avião em torno de meio-dia de 1 de agosto perto da Baía de Carqueiranne, Toulon. Um corpo não identificável usando cores francesas foi encontrado vários dias depois a leste do arquipélago Frioul ao sul de Marselha e enterrado em Carqueiranne em setembro.
Consuelo, após o desaparecimento de seu marido e com a sua perda ainda fresca em mente, escreveu a história de suas vidas juntos, “The Tale of the Rose”, que ficou oculta num guarda-malas em sua casa por muitos anos.
Duas décadas depois de sua morte, em 1979, o manuscrito veio à luz quando José Martinez-Fructuoso, seu herdeiro e empregado de longa data, e sua esposa, Martine, descobriram-no num sótão. Alan Vircondelet, autor de uma biografia de Antoine de Saint-Exupéry, editou-a, melhorando seu francês e dividindo-o em capítulos. Sua publicação ocorreu na França em 2000, um século após o nascimento de Antoine de Saint-Exupéry em 29 de junho de 1900, e logo tornou-se uma sensação nacional. A partir de 2011, foi traduzido para dezesseis idiomas.
Apenas como curiosidade, Consuelo morreu em 28 de maio de 1979.
Em 2004, os destroços do avião que Exupéry pilotava foram achados a poucos quilômetros da costa de Marselha. Porém seu corpo não foi encontrado.
As suas obras são caracterizadas por alguns elementos como a aviação e a guerra. Também escreveu artigos para várias revistas e jornais da França e outros países, sobre muitos assuntos, como a guerra civil espanhola e a ocupação alemã da França.
O romance mostra uma profunda mudança de valores, e sugere ao leitor quão equivocados podem ser os nossos julgamentos, e como eles podem nos levar à solidão. O livro nos leva à reflexão sobre a maneira de nos tornarmos adultos, entregues às preocupações diárias, e esquecidos da criança que fomos e somos.

Capítulo XX
….E foi então que apareceu a raposa:
– Os homens – disse a raposa – têm fuzis e caçam. É bem incômodo! Criam galinhas também. É a única coisa interessante que eles fazem. Tu procuras galinhas?
– É possível – disse a raposa. – Vê-se tanta coisa na Terra…
O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, o campo de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelo cor de ouro. E então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo que é dourado fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento do trigo…
No dia seguinte o principezinho voltou.
Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:



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Imagicklan – A Irmandade das Estrelas
