Livio Vinardi

Livio Vinardi
(Argentina,  1930 –  )

Livio Vinardi, fundador da BioPsicoEnergética, nasceu em 1930, em Buenos Aires. 

livio1Doutor em ciências físicas e engenheiro eletrônico, foi professor durante cerca de trinta anos, nos níveis universitário e médio, exercendo as cátedras de microondas, eletrônica, radiação, física e eletroacústica. 

É membro da Sociedade Científica Argentina, enciclopedista, vencedor de concursos nacionais e internacionais na área de planejamento de ensino.

Ex assessor do governo argentino na área de pesquisas técnicas.

Membro de honra da Sociedade Alemã de Parapsicologia, presidente perpétuo dos Colóquios Brasileiros de Parapsicologia, vice presidente e membro fundador da Associação Internacional para a Pesquisa dos Biorritmos com sede em Atlanta – (USA), fundador e presidente de honra dos Institutos de BioPsicoEnergética da Argentina, do Brasil, e da Europa (Madri).

É musicólogo e concertista de piano.

Foi discípulo de Kenkichi Sakurat, sábio japonês, com quem aprendeu o Sistema lsotérico, mais conhecido como Quarto Caminho. Sakurat foi companheiro e condiscípulo de Georgeo Gurdjieff.

Livio Vinardi viajou muitas vezes ao Brasil para ministrar cursos, dar conferências e para participar de congressos.

livio rPor volta de 1980 passou vários meses nos Estadas Unidas, para dar cursos e conferências em colaboração com a Universidade da Califórnia e a Associação de Psicologia Humanística, em São Francisco, e também para dirigir pesquisas BioPsicoenErgéticas nas laboratórios eletrônicos de Deikman, na Califórnia. Fundou em Miami uma livraria especializada, cujo nome era Agartha; desenvolveu durante dez anos uma pesquisa sobre potenciais bioenergéticos humanos na Universidade de São Francisco; e fundou a Universidade Internacional de BioPsicoEnergética, em Ibiuna.

Vinardi fez furor em São Paulo, entre as décadas de 1970 e 1980, quando ocorreu no Brasil e no mundo uma grande onda de interesse pelos temas relacionados ao universo do esoterismo e do ocultismo.

É o criador da BioPsicoEnergética, disciplina que se dedica ao estudo do ser humano e das suas relações com a natureza e o cosmos através do denominador comum da energia. 

vinardioA BioPsicoEnergética, que pode ser simplesmente abreviada como BPE, é a ciência ou síntese multidisciplinar que estuda as energias biopsicológicas, sua natureza, causas e efeitos, assim como sua inter-relação com todos os tipos de energias, sejam estas naturais ou geradas (artificiais). Estuda, portanto, as energias biológicas (de bios = vida) e as psicológicas (psique), suas causas e todas as relações possíveis com todas as outras energias.

As energias naturais são as produzidas pela Natureza: radiações solares, astrais, lunares, energética vegetal, mineral, etc. As energias geradas são as produzidas pelo homem: energias mecânicas, acústicas, elétricas, magnéticas, químicas, ruídos, radiações nucleares, etc. A BPE não pretende fazer simplesmente um estudo enunciativo, mas investigar as causas funcionais que fundamentam a interação entre a energética humana e todas as energias externas.

Livio VA BPE reconhece que o ser humano é uma estrutura composta pelas mais complexas e variadas energias, e que é possuidor de estados superiores e espirituais com todas as possibilidades de evolução. Ela considera o ser humano como uma unidade biológica-psicológica-energética-espiritual em seu duplo aspecto, inconsciente e consciente, e o enlaça com a Natureza e o Cosmos, inspirada nos princípios da Evolução e da Síntese.

Ele fundou vários institutos de BioPsicoEnergética em diferentes países. O Instituto de BioPsicoEnergética do Brasil (IBB) funcionou na capital paulista até meados da década de 80, e nele foi formada toda uma geração de interessados no tema. Publicou pela Revista Planeta os Cadernos de BioPsicoEnergética, que despertou o interesse de uma enorme gama de pessoas ligadas ao ocultismo.
Há uns anos atrás, voltou para morar no Brasil, mais propriamente na cidade de Bragança Paulista.

filipeta

 

Segue uma entrevista de Livio Vinardi a Luiz Pelegrini  da Revista Planeta, no ano de 2001.

vinardi_01[1]PLANETA – Como foi sua experiência nos Estados Unidos? 
Vinardi – Residi nos Estados Unidos cerca de 20 anos, trabalhando também na Europa e na América do Sul. De 1980 a 1990, foram dez anos dedicados a uma pesquisa sobre o potencial bioplásmico na Universidade de San Francisco, Califórnia. Em 1981, fundei em Miami a livraria Agartha, que pretendia dar uma contribuição em termos de ajuda e de informação esotérica. Mas Miami não era e não é o lugar ideal para uma iniciativa do gênero. 

PLANETA – Qual é hoje a sua visão dos Estados Unidos, potência que determina os rumos de boa parte do mundo com a sua hegemonia cultural, econômica, militar, etc.? 
Vinardi – O poder dos Estados Unidos é imenso nas áreas política e econômica. Culturalmente, não. É uma potência em termos de economia e de poder, mas no que toca à área emocional, individual e coletiva, os americanos parecem crianças. Minha experiência lá foi muito importante, mas não seria o país que eu escolheria para viver permanentemente. Escolhi o Brasil porque nele me sinto mais tranqüilo, sem falar que a vida aqui é muito mais econômica. 
Por outro lado, a experiência de vida me mostrou que, no meu caso pessoal, posso passar alguns anos num determinado país, mas não demasiados anos. Agora estou aqui, e tão cedo não pretendo sair do Brasil. Mas, depois dos 80 anos, se ainda estiver vivo, certamente vou querer ir para a África ou algo parecido. Aos 90, talvez vá para a Austrália. A Europa também é interessante, e sou cidadão europeu, o que me permite trabalhar em qualquer país da Comunidade Européia. Mas a verdade é que todos nós, depois de viver algum tempo num determinado país, passamos a só ver os defeitos que ele tem, e não mais as suas virtudes. De qualquer forma, para o meu trabalho, e por temperamento pessoal, diria que devo mudar de país a cada nove anos, aproximadamente. 

PLANETA – Essa cifra de nove anos corresponde a algum ciclo específico? 
Vinardi – Sim, ao ciclo do eneagrama, um dos fundamentos da Escola do Quarto Caminho, à qual me dedico desde sempre. A livraria Agartha que fundei em Miami, por exemplo, foi muito bem durante nove anos. A partir daí, ou eu mudo de lugar, ou o empreendimento decai. 

PLANETA – Como você vê o momento histórico atual, com o presidente Bush e suas ameaças de guerra? 
Vinardi – Bush é muito pior do que aparenta. É uma criatura espantosa. Possivelmente não será reeleito, embora a tradição norte-americana seja a de suportar os seus presidentes, não importa o que façam nem como eles sejam. Creio que as relações de força no mundo sofrerão grandes mudanças, mas forçosamente os Estados Unidos continuarão mandando e ditando regras. Com certeza, porém, haverá mudanças importantes na maneira de pensar daquele povo a partir da próxima eleição presidencial, que acontecerá em dois anos. 

PLANETA – E o propalado conflito entre o mundo islâmico e o mundo ocidental? 
Vinardi – Creio que, mais cedo ou mais tarde, haverá uma invasão do Iraque. Os Estados Unidos tendem a fabricar guerras porque com elas ganham dinheiro. No Kuwait, haviam todos os interesses ligados ao petróleo. No Iraque acontece o mesmo. Mas a população islâmica representa 20% da humanidade, e não pode em absoluto ser desconsiderada porque também tem uma opinião e um peso.

PLANETA – Como você pretende organizar as suas atividades no Brasil? 
Vinardi – Gostaria de retomar aqui as atividades que desenvolvi na época do Instituto de BioPsicoEnergética do Brasil, com conferências e cursos. Gostaria também de convidar pessoas para participar das atividades que desenvolvo anualmente em Necochea, na costa atlântica argentina, na reserva florestal que existe ali. Os interessados em obter mais informações podem entrar em contato conosco. 

PLANETA – Elegemos para a presidência do Brasil um operário que faz questão de se definir como tal. Um homem que veio do povo e chegou ao poder não pela via da violência revolucionária, mas sim fazendo uma carreira política relativamente tranqüila e normal. Na sua opinião, essa mudança do nosso governo acarretará transformações importantes no contexto geral do Brasil? 
Vinardi – Falamos de Luiz Inácio Lula da Silva, que tem 56 anos recém-cumpridos. Tomara que minha opinião esteja errada, mas considero que ele não conseguirá atingir os resultados esperados. O Brasil ainda não tem força suficiente para decidir sozinho os seus rumos. Lula certamente tem grande força de vontade, ótimas intenções e os melhores sentimentos. Mas ele deverá enfrentar forças e problemas que, por enquanto, nem ele nem ninguém é forte o bastante para resolver. Ou seja, terá de fazer aquilo que os Estados Unidos disserem. Talvez consiga algumas pequenas realizações, mas nada realmente grande. Mesmo imbuído da melhor boa vontade, será obrigado a entender que ainda não chegou a hora da América Latina. Mas, se Lula conseguir fazer 10% do que pretende, já será um grande sucesso. 

liv44PLANETA – Você fala de processos nacionais, de processos de civilização, os quais são muito mais longos do que o da duração da vida de um ser humano. O que deve fazer um indivíduo, quando ele toma consciência de que o tempo histórico é muito mais longo do que o seu tempo pessoal? Qual a atitude mais correta, mais justa, para aquilo que chamamos de auto-realização? 
Vinardi – Você, Luis, acredita que vai viver mais vezes, ou acredita que tudo se acaba aqui, nesta vida? 

PLANETA – Pessoalmente, eu diria que não sou um homem de crença. Nunca consegui acreditar em muita coisa. Creio que sou muito mais um homem de percepção. Percebo que, na natureza e no universo, nada tem começo nem fim. Tudo é um processo que vem do infinito e vai para o infinito. Então, eu percebo que alguma coisa continua. Mas essa coisa que continua eu não sei o que é. 
Vinardi – Minha convicção é que esse processo implica um retorno à Terra muitas vezes. Para usar de franqueza, eu gostaria de não voltar nunca mais. Mas acredito que não será assim; terei de vir mais vezes. Mesmo que eu tivesse o nível de um iluminado como Helena Blavatsky ou Georges Gurdjieff, creio que teria de voltar para cumprir determinadas finalidades. Quando a pessoa chega a uma idade mais avançada, como é o meu caso, aflora nela o sentimento de que seria bom acabar com tudo de uma vez. Mas, ao mesmo tempo, se percebe – como você diz – que o processo não termina porque ainda não se chegou ao último degrau da escada. Percebe-se que tudo aquilo que se fez, por maior que isso seja, ainda é quase nada diante do que precisa ser feito. Por isso, enquanto viver e tiver forças, pretendo continuar ativo e disponível para dar prosseguimento ao trabalho. 

PLANETA – O que, então, o ser humano deve fazer para melhor aproveitar a vida, para ser mais livre, para não ficar submetido aos condicionamentos e às pressões impostas pelo sistema sociocultural? 
Vinardi – É preciso aceitar as mudanças que o tempo obriga. É preciso amadurecer. Noto, por exemplo, e com regozijo, que à custa de muito sofrimento e cansaço, o brasileiro amadureceu. No que diz respeito à chamada vida espiritual, o brasileiro está cansado de tudo, cansado das propostas tipo varinha-de-condão que antes pareciam válidas, tais como as inúmeras técnicas de controle mental; cansado de toda a parapsicologia tradicional, das formas tradicionais de esoterismo e de espiritismo. O que não impede que, na minha opinião, a religião do futuro seja uma forma renovada de espiritismo, e isso não apenas aqui, mas no mundo todo. O mundo vai ser espírita. O tempo de sistemas mais complexos como a teosofia, por exemplo, só chegará daqui a centenas de anos, pelo fato de a humanidade ainda não estar preparada para eles. Mas o espiritismo seguirá adiante, com todas as suas virtudes e os seus defeitos. 
Nesse sentido, é preciso também considerar a aceleração do tempo, fenômeno característico dos dias de hoje. Aquilo que, há algumas décadas, constituía processos lentos de amadurecimento agora ocorre com muito maior velocidade e rapidez. Cresceu também a demanda por propostas menos teóricas, menos filosóficas, e sim mais práticas e concretas. Nesse sentido, tenho três ou quatro livros em andamento. Essa é a minha preocupação principal no momento. 

PLANETA – A sua proposta é sempre a de proporcionar ferramentas bio-psicoenergéticas para que a caminhada em direção ao autoconhecimento – o “trabalho” – se acelere? 
Vinardi – Sim. Sempre com a consciência de que não posso fazer a caminhada por você, da mesma forma que não posso respirar, nem comer e beber por você. Posso, no entanto, fazer algumas coisas que ajudam. Posso lhe ajudar a se ajudar a si próprio. Por essa razão, as ofertas de “coisas feitas”, de soluções mágicas para a caminhada, como é o caso das propostas definidas pelo termo genérico de “controle mental”, não podem funcionar, e as pessoas que as experimentaram perceberam isso. 

PLANETA – Elas seriam, na verdade, propostas de condicionamentos… 
Vinardi – Sim. São condicionamentos auto-hipnóticos. 

bloqueio6PLANETA – Há uma palavra-chave na sua vida e em seu trabalho: consciência. Como você definiria hoje esse termo? 
Vinardi – Consciência é um fator mutável. Ele é um quando somos crianças, outro quando somos adultos, um outro ainda quando chegamos à alta maturidade. Com o passar do tempo, o desenvolvimento da consciência pessoal nos ajuda a compreender melhor a consciência daquele que está diante de nós. Lembro-me de uma frase recorrente de um antigo presidente da Sociedade Teosófica, o inglês John Coats: “É preciso tomar consciência.” Da forma como ele a dizia, parecia que tomar consciência era como tomar uma taça de chá. Mas tomar consciência de alguma coisa significa integrar essa coisa, fazer com que ela passe a fazer parte ativa de você. Significa pôr essa coisa em movimento dentro e fora de você; torná-la uma força viva e atuante, em perene processo de transformação. Por essa razão é que, agora, meus cursos, seminários e palestras são diferentes dos que eu proporcionava há dez ou 20 anos. A tal ponto que, hoje, quando dou início a uma aula ou a uma conferência, esqueço tudo aquilo que já fiz antes, inclusive em termos de linguagem – parto com a cabeça a zero. 

PLANETA – E, quando você se coloca nesse “ponto zero”, de onde vêm as coisas que você diz e ensina? 
Vinardi – Tive no Brasil um grande amigo, Guilherme Wirz, que foi discípulo direto de um dos grandes mestres do século 20, Rudolf Steiner. Wirz dizia que Steiner, quando ia dar uma conferência, ficava em silêncio durante algum tempo e de repente começava a falar. Não sei onde ele ia buscar aquilo que dizia. Mas sei que, como acontece no meu caso, a melhor forma de dar uma conferência é permanecer com a cabeça vazia até o momento de proferi-la. 
Às vezes, no início, afloram apenas palavras vazias, destituídas de real significado. De repente, algo acontece, e minha mente se liga a alguma idéia-força. Não sei, porém, de onde ela vem. Tem de vir de algum lugar dentro de mim mesmo, seguramente daquilo que na escola do Quarto Caminho se chama centro emocional-intelectual, uma área interna estreitamente relacionada com a essência. Não vem certamente do centro motor, porque, se assim fosse, não se trataria de uma idéia-força criativa, e sim da simples repetição de alguma coisa, como o fazem os professores não-criativos. O que faz um “professor”? Ele professa algum conceito, seja ele um conceito religioso, científico, filosófico ou artístico. O mestre – e esclareço que não me considero um mestre, mas apenas um instrutor – não depende da memória. 

PLANETA – No passado, assisti a muitas conferências e aulas que você deu, e lembro que com freqüência, instantes antes de começar, você chamava algum aluno e lhe perguntava qual era o tema da conferência daquela noite. Dizia-se que, quando você não sabia qual era o tema, o nível da sua fala era ainda melhor. Você insiste na necessidade de esvaziar a mente para que alguma coisa de real, de novo e de único aflore nela? 
Vinardi – Os ensinamentos, em seu nível essencial, permanecem imutáveis. Mas a personalidade da apresentação desses mesmos ensinamentos deve mudar, caso contrário tudo fica tedioso tanto para quem os dá como para quem os recebe. As pessoas em geral tendem a receber os ensinamentos de forma passiva; muitos vão a cursos e palestras e logo depois esquecem tudo aquilo que ouviram. Por isso é preciso insistir sempre em novas linguagens, em novas formas de apresentação. Krishnamurti dizia que a verdade que se repete se transforma em mentira. 

PLANETA – Você está se referindo àquela equação básica do seu ensinamento na qual a sabedoria (que você diz ser ligada ao princípio feminino) é algo imutável, e o método (ligado ao princípio masculino) algo necessária e permanentemente mutável? 
Vinardi – Sim. O método deve se renovar sempre para continuar contendo a sabedoria. 

PLANETA – O que uma pessoa de nível médio, “normal”, deve fazer hoje para descobrir a sua própria essência? 
Vinardi – Pode começar formulando a si mesma as cinco perguntas básicas: Quem sou eu? De onde venho? Para onde vou? Por que estou aqui? Quem me fez? Cada vez que formulamos uma dessas perguntas e tentamos encontrar uma resposta para ela, isso nos aproxima da nossa essência. Essas perguntas falam diretamente à essência. Progressivamente, em geral em fragmentos, as respostas podem ser obtidas a partir de dentro, mas também podem ser encontradas fora. Todo e qualquer ensinamento, toda e qualquer teoria ou prática que de alguma forma contribua para a construção das respostas são válidos e não devem ser descartados como coisas destituídas de importância. 
É preciso, no entanto, não confundir as respostas verdadeiras com aquelas falsas ou, pelo menos, inúteis. Por exemplo, se eu pergunto “quem é você?”, e você me responde simplesmente dizendo o seu nome, essa é uma resposta falsa, porque seu nome é uma coisa que lhe foi atribuída, é algo que faz parte do seu “estar” e não do seu “ser”. É a mesma coisa se pergunto “o que você faz?”, e você responde “sou jornalista”, ou “engenheiro”, ou “balconista de banco”. Essas são respostas inúteis, porque nesses casos você “está” engenheiro, jornalista ou balconista. Mas você não os é, necessariamente, na sua essência. 

PLANETA – Essas cinco perguntas que conduzem à essência têm respostas totais e definitivas, ou as respostas são processos que não têm começo nem fim? 
Vinardi – São processos infinitos, até uma dimensão total que eu pessoalmente desconheço. Não são perguntas que possuam respostas técnicas, porque nesse nível, tanto perguntas quanto respostas mudam e evoluem a cada instante. 

PLANETA – Nos processos de busca de si mesmo, o indivíduo pode fazer tudo sozinho, por conta própria, ou é necessária e imprescindível a ajuda de um competente guia externo? 
Vinardi – Acredito que pouco ou nada pode ser feito sozinho, sem uma orientação ou apoio externo. O problema é que o labirinto das possibilidades existentes é tão imenso, os caminhos e as opções são tantos que, sozinho, sem um fio condutor, é muito grande o risco de se perder, de se dar voltas e mais voltas sem praticamente se sair do mesmo lugar. Raríssimas pessoas – eu as chamaria de “eleitos” – possuem naturalmente as capacidades necessárias, particularmente a do discernimento, para evitar as inúmeras fontes falsas quando entram em contato com elas, e sabem reconhecer as fontes justas quando têm a sorte de encontrá-las.

filipeta

BLOQUEIO ENERGÉTICO Um sério perigo

Arlindo Fiorentin

Bloqueios1O pesquisador japonês Masaru Emoto demonstrou que pensamentos e emoções afetam a estrutura molecular da água, conforme evidenciado em seu livro The True Power of Water e apresentado no filme Quem Somos Nós. Evidentemente que o elo para tais efeitos é alguma forma de energia.

Agora, para fins práticos, o que de fato deve nos interessar, é como que pensamentos e emoções de um ser humano podem afetar outros seres humanos. Pois é lógico aceitar que estamos imersos numa poluição energética (especialmente nas grandes cidades) engendrada por formas energéticas ativas originadas por nossos estados psíquicos – infelizmente muito mais negativos que positivos.

Só que aqui nos deparamos com um impasse, pois não dispomos, como o Sr. Emoto, de instrumentos físicos para fazer tais registros. Mas podemos dispor de um valiosíssimo instrumento extra-sensorial: a clarividência – embora nem todo clarividente compreenda o que “vê”.

Na atualidade temos uma neociência – a Biopsicoenergética (BPE) – que elucida em detalhes este assunto, e vai além: explica como as energias naturais (energética vegetal, mineral, das águas, do fogo, dos astros, da música etc.) interagem com nosso campo energético – a aura com seus chakras (pronuncia-se tchacras) ou vórtices energéticos. Ainda: a BPE esclarece que existem significativas diferenças energéticas entre homens e mulheres, as quais devem ser levadas em relevante consideração quando se trabalha com os chakras e outros aspectos da aura.

A BPE foi criada na década de 60, pelo cientista argentino, engenheiro eletrônico, doutor em Física, musicólogo, concertista de piano e excepcional clarividente, o Dr. Livio Vinardi. Este PhD tem livros publicados sobre a matéria em várias línguas (em breve também em português) e ministra cursos de Biopsicoenergética, Astroenergética, Biorritmologia, Healing e Self-Healing e Sistema Isotérico Universal (mal divulgado como Quarto Caminho). Vinardi é um homem que trata seriamente de coisas sérias!

 

Tipos de bloqueios

A BPE esclarece que, dependendo do grau de intensidade com que uma energia ambiental “negativa” – tal como a do ódio, da raiva, da angústia, da tristeza… – atua com a energética etérica ou eletromagnética humana, pode originar um bloqueio energético, o qual poderá comprometer a saúde e o equilíbrio físico, emocional e mental do indivíduo afetado.

 

 

Bloqueios1Exemplos de bloqueios      

 

Esta ciência atual da energética humana classifica os bloqueios em quatro categorias: autogerado, externo, dirigido e o heterobloqueio. O autobloqueio é muito comum na adolescência, período de muita turbulência psíquica, em que o indivíduo, ao confrontar a realidade com suas fantasias, gera conflitos em sua mente e emoções. Eis algumas situações que geram autobloqueios: condutas sociais padronizadas, aceitação sem análise, submissão silenciosa, fanatismo, tara sexual e influências místico-religiosas mal conduzidas.

Os bloqueios externos, que são os mais comuns, se originam de miríades de energias ambientais de baixa vibração geradas pela massa humana. Momentos ou ambientes que favorecem o pessimismo, o desespero, a inquietação, a ganância, a inveja, a luxúria, a pornografia, o culto à personalidade etc, estão mais carregados. A criança, quanto mais nova mais protegida está de tais energias, pois nunca se identifica com elas.

O bloqueio dirigido origina-se de uma energia “trabalhada” e dirigida para atingir uma área ou áreas específicas do campo energético do indivíduo-vítima. Tal energia costuma ser tão eficaz que pode perturbar seriamente os sentidos, provocar paralisia de membros e até fazer enlouquecer. (O autor deste texto presenciou em um de seus parentes um caso sério desse tipo de bloqueio – o qual foi muito difícil de ser resolvido).

Conforme o nome sugere, o heterobloqueio pode surgir quando um indivíduo, sem o devido conhecimento prático, manipula um ou mais vórtices de uma pessoa, com a intenção de “despertá-los”.

 

Proteção contra bloqueios e higienização energética

A BPE avaliou que, considerando um mesmo nível energético, geralmente os bloqueios externos são os mais fáceis de se remover. O autobloqueio é o mais demorado e difícil de eliminar. Contudo, o mais complicado quase sempre é o dirigido.

A Biopsicoenergética considera como bons agentes sanadores, a cromoenergética, a sonoenergética (não confundir com musicoterapia) e, quando devidamente desenvolvida e dirigida, a energética catártica humana. O Dr. Vinardi projetou um equipamento idôneo para remover bloqueios energéticos, tanto a nível etérico quanto perietérico, denominado de máquina catártica de bloqueios energéticos. Trata-se de um gerador de radiofreqüência, em forma de uma grande bobina, que opera em torno de 300 kHz, com extensa gama de harmônicos e com cerca de 300 watts de potência de entrada.

Como proteção individual, convém manter uma conduta de ações, intenções, pensamentos e sentimentos de alto nível vibracional. O Dr. Vinardi elaborou interessantes exercícios para defesa áurica.

 

BPE – a ciência atual da energética humana

Muitos outros assuntos sumamente importantes constam no bojo da BPE. Por exemplo, é esclarecido em detalhes – sempre a partir da clarividência desenvolvida e treinada, todo o processo da gestação e pós-morte (aqui havendo sérias conseqüências no caso do suicídio). Abortos ocorridos após um mês podem causar danos à estrutura energética do ser. Também estão presentes a explicação energética do processo  reencarnatório e informações detalhadas sobre as três kundalinis. Ele estudou com a mesma seriedade outro centro energético evolutivo, este intracraniano e tão espetacular quanto Kundalini, denominado sonomedular (ativado pelo som). Técnicas e exercícios específicos para ativar o sonomedular, os doze chakras magnos e os grandes, constam nos ensinamentos da Biopsicoenergética, sendo que muitos deles são realizados em lugares de elevado potencial energético do planeta. Ter-se-á maior eficiência ao se trabalhar um chakra (vórtice), se forem levados em consideração a cor nuclear do mesmo, seu sentido de giro (horário ou anti-horário) e se é predominante de carga ou descarga de energias – pois alguns são eferentes, ou seja, expulsores de detritos energéticos.

Maiores informações sobre a BPE neste site e no livro deste autor, A Abertura do Terceiro Olho, da Ediouro.

—————————————————————————

Arlindo Fiorentin formou-se engenheiro de telecomunicações (tendo lecionado Física e Eletrônica), ministra aulas de Yoga Integrado, é escritor, poeta e tradutor das obras do Dr. Vinardi. Contatos por e-mail: ortobio@uol.com.br.

filipeta

.

sacerimag