(por Orual Ojellav)

montaCaminhamos, cada um de nós, seres humanos, por uma mesma estrada.
Alguns escolhem andar entrando nos buracos, outros procuram o chão liso e sem pedras.
Trata-se daquele conceito do livre arbítrio: amor ou dor?
A maioria de nós, não se dá conta da sua verdadeira realidade.
Vivemos na ilusão daquilo que reluz mas, que na verdade, não é ouro.

Lembro de uma ocasião indo para a praia, caminhando pela estrada litorânea quando, numa das curvas, apareceu a imagem majestosa de uma montanha, quebrando o contraste de um céu azul e límpido na manhã ensolarada.
Aquela cena, me fez refletir e, num piscar de olhos, lá estava eu penetrando nas dimensões de meu ser interior.

Percebi que uma montanha não é apenas uma montanha…
Sua imagem se transladou para a minha tela mental compondo uma vista diversa, onde o dia tinha dado lugar à noite e, no lugar do sol, havia como que um manto cravejado de brilhantes, tamanha a quantidade de estrelas em diversas formas, luminosidade e brilho, que preenchiam o céu.

Ao fundo, podia ver o contorno da costa iluminado pelo brilho tênue de uma lua em quarto crescente, que, lentamente, se mostrava no horizonte.
O mar batendo na praia com suas ondas, cujo ruído ecoava em meu ser consciente projetado e me atraia mais para o profundo de minhas dimensões interiores de consciência.

Naquele momento era um ser composto apenas por mente e espírito.
Perguntariam, vocês: e o teu corpo físico?
O meu corpo físico tinha tirado um cochilo à sombra de uma árvore numa curva da estrada… Momentaneamente eu era pura essência…
Como que por encanto, os traços da montanha se transformaram nas linhas marcadas do rosto de um ancião, exaltando suas lutas, sacrifícios, jornadas de trabalho, de alegrias e tristezas.
E, de repente, essas marcas deram lugar ao olhar de uma criança, cujo brilho de curiosidade me deu a entender quanto temos a desvendar nas profundezas infinitas do ser…

Mistérios da vida, contrastes do viver…
Não fazemos ideia de onde somos e para onde vamos.
Somos das estrelas?
Qual é a extensão de nosso poder?
E sendo a morte um portal interdimensional, quão fascinante não será o transcender?

(Orual Ojellav – Série Pensamentos – 13/03/2018)
Copyright © 1987–2018 Texto e Fotografia de Lauro Escobosa Vallejo™ All rights reserved

(Foto: Arraial do Cabo, por Lauro Vallejo “MIRAGEM PORTAL” 08/09/2009)

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