
Sempre procurei fazer o bem.
Estender as mãos,
ajudar familiares, amigos
e até aqueles que mal conhecia.
Em alguns momentos,
fui ferido.
Houve quem se aproveitasse…
e as consequências ainda ecoam.
Mas não culpo ninguém.
Compreendo que foram minhas escolhas
que me trouxeram até aqui.
E também compreendo:
quando alguém prejudica o outro,
ainda que por instantes pareça vencer,
na verdade, fere a si mesmo —
afastando-se do próprio caminho.
Cada um responde por suas escolhas.
O verdadeiro aprendizado
está na consciência
e na responsabilidade pelos próprios atos.
Que efeitos têm nossas ações?
Geram paz… ou conflito?
Harmonia… ou dor?
Aproximam… ou afastam?
O destino da humanidade
reflete o nível de consciência de cada um.
E, ainda que haja muita confusão,
muita ilusão,
não nos cabe julgar —
mas agir.
Não podemos mudar o livre-arbítrio do outro.
Mas podemos escolher
como viver.
Ser exemplo.
Seguir adiante,
mesmo diante dos obstáculos.
Se houver muros,
que sejam escalados —
com coragem,
com esforço,
com verdade.
Somos passageiros.
Nada material nos acompanha na travessia.
A passagem é estreita.
Ficam apenas
as marcas que deixamos
no coração das pessoas
e no caminho que percorremos.
Então… por que tanto apego?
Segue.
A Luz está presente em tudo.
Basta silenciar…
e enxergar com a alma.
Orual Ojellav
(Série Pensamentos – 02/06/2024)
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