“Ser genitor não significa ser pai.
Ser pai é algo muito mais abrangente.

Genitor é aquele que contribui geneticamente para formação do nosso corpo físico, através da doação voluntária, ou não, de seus espermatozóides.

Pai é aquele que acolhe, educa, ampara, protege, alimenta, dá guarida, preocupa-se com nosso sucesso ou insucessos, nos direciona para a vida, nos respeita e fica feliz com nossas escolhas de vida, alertando-nos para os perigos que podem surgir no caminho.

Pai é amor!
Pai é qual porto seguro, que permanece vigilante e zeloso por nós.
Sempre a postos para nos estender a mão, quando possível e necessário.

Eu tive um genitor, a função de pai foi executada por minha mãe e irmãs mais velhas, mas claro que, mesmo assim, ficou uma lacuna vazia em minha formação de vida.

E eu, infelizmente, apesar de ter me esforçado em ser pai de meus filhos, houve momentos em que fui apenas genitor.
Mas com o tempo percebi as minhas falhas, e procurei não repetir o exemplo do meu.

Talvez tenha tido êxito, talvez não.
A resposta está na mente de nossos filhos, só eles podem testemunhar.
Nas cicatrizes que deixamos.
Nas cicatrizes que carregamos.

Quem sabe, este meu texto, que expõe minha intimidade, possa ser exemplo de despertar daqueles genitores que ainda não assumiram a função pai.

E, ao mesmo tempo, abra a mente dos filhos que julgam e condenam seus genitores que não souberam ou não quiseram ser pais.
E possam praticar o perdão.

E, como sempre, a chave de tudo é o amor.
O pai verdadeiro ama!
Acima de tudo ama, sejam seus os filhos, ou não.
Isso é o que o diferencia de um mero genitor!

Que Deus esteja sempre em nossos corações!
Ame sempre!

(Orual Ojellav – Série Pensamentos – 24/07/2025)
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