
Os primeiros raios de sol ameaçavam despontar, colorindo as poucas nuvens que pairavam no céu daquela manhã.
Retardei meus passos para contemplar um espetáculo que jamais se repete.
Faltava pouco para alcançar a abertura da caverna.
Cadenciei a respiração e segui, lentamente, até meu destino.
Desci…
Até chegar ao ambiente interior.
Meu santuário.
Ali estavam os símbolos e referências de tudo que alinhavei em minha jornada de conhecimento.
No alto, a luz do dia penetrava por uma pequena abertura, revelando formas e matizes sutis ao redor.
Cerrei as pálpebras…
E mergulhei nas mais profundas dimensões da consciência.
Nesse instante, percebi-me plenamente conectado ao Todo.
Minha essência se dissolvia em incontáveis partículas da Luz Maior.
Não havia ruídos.
Não havia pensamentos.
Apenas a leveza do Ser.
Apenas o amor verdadeiro da Divina Presença.
Se desejamos transformar o mundo — um mundo sem guerras, sem ganância, sem inveja ou rancor — é preciso começar pelo íntimo.
Lapidar o ser.
Silenciar o ego.
Retomar o eixo com consciência.
Observar.
Pensar.
Falar.
Agir… em sintonia com a Grande Consciência.
Compreender que todos somos Um.
Que ninguém é maior ou menor — apenas partes do mesmo Todo!
É tempo de romper a cegueira e dissolver a ignorância que ainda paira sobre a humanidade.
E há apenas um caminho:
Respeito.
Tolerância.
Entendimento.
Paz.
E, acima de tudo… Amor.
Assumamos, então, nossa posição nesta batalha.
Sejamos firmes.
Sejamos conscientes.
Sejamos…
Guerreiros da Luz!
(Orual Ojellav – Série Pensamentos – 12/04/2026)
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