Vodu e Vampirismo

Voodoo practiceVodu é uma palavra do dialeto africano fongbé de Dahomé na África. Designa a vida religiosa, o culto. 

O vodu em sua origem se referia ao antiquíssimo culto da Serpente, Dangbé (Damballa no Haiti). 
 

 

Serpente Dangbé

Nos templos do deus havia inúmeras sacerdotisas, responsáveis pelo seu culto. 

Nas cerimônias de vodu, o sangue é oferecido as Loas (divindades, similar aos Orixás), e também é bebido, desta forma o sacerdote vodu é possuído pelo Loa. 
 

 

O vodu usa os veves, que são desenhos simbólicos que representam e atraem os Loas, lembrando os pontos riscados afros brasileiros, e a magia talismânica medieval. 

No panteão Vodu o Barão Samedi tem especial relevância para o nosso estudo. Samedi, palavra de origem francesa inspirada em sábado. 
 

 

Barão Samedi

Sábado, um dia especial para o fenômeno do vampiro devido a todas as sua implicações, dia consagrado a Saturno. Regente do signo de Capricórnio, 22 de dezembro a 22 de janeiro, justamente um período onde as forças das trevas caminham pelo mundo, inúmeros casos de vampirismo são registrados em várias culturas nesta época. 

A morte é intimamente associada a Saturno, o Cronos grego, devorador dos próprios filhos, ligado ao bode sabático, ao Bafomé Templário, ao sabás das bruxas. 
 

 

Bafomé

Para a cabala, Binah, a grande mãe, tanto é quem dá a vida como a que absorve, simbolizada pela terra onde o corpo é depositado. 

O Barão Samedi é o senhor dos mortos, que ressuscita deste reino justamente no sábado. É o imperador dos cemitérios, dos ritos fúnebres. 

Quando o Sol esta em Escorpião, em especial no mês de novembro, as almas dos mortos estão andando sobre a terra. 
 

 

Esta crença do Vodu lembra o Halloween e o Samhain Celta onde os portais entre os mundos estavam abertos. 

De acordo com convicção do Vodu haitiano, toda pessoa tem duas almas: Quando uma pessoa morre, uma das almas segue para o céu. A outra alma fica nas proximidades do cadáver, ou vagando pelo mundo. 
 

 

Esta alma que vaga pelo mundo muitas vezes é chamada de zumbi, que pode ser a alma de alguém que teve morte violenta, uma adolescente, ou uma pessoa que por qualquer motivo não teve os ritos fúnebres. 

O nome zumbi também designa uma alma que foi escravizada por um sacerdote vodu, prática também encontrada entre magos egípcios. O sacerdote tem esta alma como escrava para realizar seus intentos. 
 

 

Aleister Crowley alerta que certas práticas de vampirismo além de drenar o individuo, podem escravizar a alma após a morte através do vampirismo. 

O rito é feito à noite em um cemitério, e o Barão Samedi é invocado. Este tipo de zumbi pode ser enviado contra alguém, causando obsessão. Ele consome a vitalidade da pessoa, matando-a eventualmente. 
 

 

Outra forma de zumbi é o morto-vivo, ou talvez melhor seria vivo morto. O método é o mesmo narrado acima, com a variante que a vítima ainda esta viva. Mas ela perde totalmente sua vontade, ficando a mercê do sacerdote vodu. Possivelmente ervas são usadas para facilitar o ato, a vítima as ingere, ou são jogadas na casa onde habita.

A forma mais conhecida de Zumbi é aquela feita após a morte, onde o sacerdote vodu rouba o cadáver da sepultura, e através de rituais o reanima. 
 

 

Willian Seabrook, numa visita ao Haiti relata vários rituais Vodus e a crença em Vampiros. Ele menciona que os vampiros são mulheres, podem ser que vivas ou mortas, que saem à noite para sugar o sangue de crianças. 

Os lobisomens, chauches em crioulo, eram homens e mulheres que se transformavam em lobos para atacar a criação. 
 

 

Outras fontes mencionam que as bruxas do Haiti e Caribe eram chamadas Loupgarou (lobisomem em francês). Suas capacidades mágicas eram atribuídas a um pacto feito com o demônio. Em troca, elas ofereciam sangue de suas vítimas a ele todas as noites. Elas faziam esses ataques usando seu corpo astral. 
 

 

Loupgarou

O Asema, o vampiro do Suriname, faz seus ataques à noite como uma bola de luz, também entrando por frestas. 
 
 
  

Marcos Torrigo
Ocultista de renome interncional, 
escritor e editor
Extraído do livro: Vampirosfilipeta
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