Mestre Morya e Cálice do Graal

 Uma visão sobre o cálice que foi dado a Adão e que se perdeu.

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Eu era pequena, quando Mestre Morya me mostrou um Cálice de metal, com uma esmeralda incrustada que eu não tinha a menor idéia do que era… até que Ele me contou…

Este Cálice existe desde o princípio dos tempos. Foi feito pelos anjos, com uma esmeralda que caiu da fronte de Lúcifer, no momento da sua “queda”. Essa esmeralda simboliza a terceira visão que os seres tinham quando vieram para cá. Quando aconteceu a “queda”, os homens perderam a ligação com sua própria divindade. Desceu então o véu do esquecimento, e a terceira visão ficou adormecida dentro dos seres. A única forma de a readquiri-la, é através da busca do autoconhecimento.

O Cálice foi dado a Adão que o perdeu. Seu filho Set o reencontrou e o levou para o Egito. Depois de tempos, ele foi usado na primeira Santa Ceia, conhecida apenas dentro de processos iniciáticos, que ocorreu com Abraão, primeiro patriarca dos Hebreus e Melquizedeque, Rei de Salém. Mais tarde, ele reapareceu na Palestina e foi usado com o sentido da Eucaristia, na Última Ceia.

Jesus morreu no Gólgota, local onde se encontram os restos mortais de Adão. Naquele dia da Crucificação, um centurião se compadeceu e percebendo que as horas passavam, que Jesus não morria e, também preocupado pela proximidade da Páscoa dos Judeus, lançou uma flecha no lado direito do peito de Jesus. O Sangue do Redentor foi então recolhido neste mesmo Cálice sagrado, o Graal, pelas mãos de José de Arimatéia. No chão caíram apenas algumas gotas que ao tocarem o solo, se transformaram em rosas.

Deu-se início à busca pelo Graal.

Na Idade Média, este movimento foi fortemente renovado pelo surgimento dos Templários, espécie de Exército Cristão que buscava comprovar a História de Jesus, procurando os símbolos cristãos que se perderam no tempo, como o próprio Cálice.
 

 

Dentre eles, os mais conhecidos são os Doze Cavaleiros da Távola Redonda da Corte do Rei Arthur, na Inglaterra. Eles foram encarregados por Arthur de buscarem e trazerem o Cálice até Camelot.
Doze Cavaleiros como foram doze os Apóstolos… Entretanto, apenas o décimo terceiro cavaleiro, Galaad, o “Puro”, o “Branco”, o encontrou. Esse Décimo terceiro cavaleiro inexiste, pois só existiam doze.

Portanto temos aí uma “chave”: doze Cavaleiros, girando em torno de um décimo terceiro, como doze foram os Apóstolos em torno de Jesus.
A hipótese mais provável é a de que o Cálice tenha sido enterrado em Gautsburry por José de Arimatéia e Maria, Mãe de Jesus…
Mais provável, para o mundo material, pois em seu sentido maior, ele está “enterrado” dentro de nossa essência, como todo conhecimento de nossa Humanidade, que está para ser desperto nesse momento.

Morya diz que doze é o número da Unificação, do Conhecimento Mágico, e que só quando se chega o momento da “Pequena Obra em Branco” é que se encontra o Graal. É como se nós fossemos formados por doze pedaços, por “doze cavaleiros internos” e então, começássemos a girar em torno de um décimo terceiro, invisível aos olhos, mas que é o Centro do Círculo, pois ele é a representação das doze etapas de aprendizado, vencidas e superadas, que é, em síntese, a tradução do nosso Cristo interno.

O Cálice do Graal, enfim, é a busca dos nossos “doze pedaços” reunificados em UM: o Cristo interno, que somado a todos os outros Cristos internos, representa o Cristo Grupal, a Consciência Crística Planetária, que fará nossa Humanidade, bem como o próprio Planeta, darem um salto quântico na evolução.

Encerro este artigo, pedindo a vocês, mais uma vez, que ouçam e respeitem o que as crianças têm a dizer, e principalmente, ouçam suas próprias “crianças Internas”.
Muita Luz.imageCNO

Por: Vera Helena Tanze
vhct@uol.com.br
http://vidanova.terra.com.br

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